sábado, 9 de dezembro de 2006

Reflexão V

Cada individuo tem um desafio a superar
Seja ele social, profissional ou pessoal
E há aqueles pequenos do dia-a-dia
Que volta e meia esbarram na frente.

Transpô-los sempre requer esforços
De modo tal que muitos acabam vencidos
Pela preguiça, receio, medo ou por simples desinteresse,
Porém, aos que persistem,
Mesmo derrotados momentaneamente,
Sentem seus corações preenchidos.

Então, o que levam uns a serem felizes
E outros não?
Deveras, não são as coisas materiais
Tão pouco uma meta atingida
Que dura somente um instante.

Na verdade, é a sensação constante
De estar em harmonia
Com tudo ao redor
E, mais precisamente,
Em paz consigo e com Deus.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

A Boa Vontade

Nas ruas e avenidas deparo com barreiras,
Nas esquinas e sacadas
Perigos à minha cadeira
Não há espaço acessível nas escadas.

Põe várias estacas
A simbolizar a preferência
Que muitos desrespeitam,
Na maioria dos cantos
O desencanto de presenciar
O menosprezo ao semelhante.

Se eu fosse depender deles
Não iria sair a lugar algum
Ficaria recluso e depressivo
Sem esperança e vontade de viver.

Mas, não!
Acredito no meu Deus
Que tudo pode.
E dEle surge a benevolência
Que reflete em tudo que toca.

O desprezo já não me choca
Porque a força existente em mim
Me move a romper as ataduras
Da ditadura oriunda do preconceito.

E com respeito
Sigo o meu princípio
Do Gênesis ao Apocalipse
Para ser mais um
Entre os homens de boa vontade.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Milagre III

Eu não posso andar,
Mas posso pensar!
Têm pessoas que não podem ver,
Mas podem sentir!
E há aqueles que não podem ouvir,
Mas podem expressar!

A capacidade não se limita,
Esta é o maior milagre de Deus que deu ao homem
Nas circunstâncias diversas
A habilidade se expande ilimitadamente.

Diante de tudo que pode tê-la,
Apenas a própria pessoa se prende ao seu mundo
Preso a grilhões de preconceitos
Cercada de angústia, medo, anseio, ódio etc.

Cri neste milagre
Para fugir da prisão
E aceitar a estendida mão
Do meu Deus com sorriso alegre.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

A Estrada

Passam como relâmpagos
A minha vida inteira
E em frações de segundos
As recordações vêm na memória.

De uma cama de hospital
A militância apaixonada da advocacia,
Num instante um homem sem moral
Passa com o sangue do Cordeiro
A respeitar a profecia.

As mudanças se concretizam em linha reta
Em que o homem persiste em imaginar serem os caminhos tortos,
Somente para este é a vida difusa e confusa,
Mas para o Criador tudo é perfeito e acabado.

Não há como assimilar o conhecimento
Como quem saboreia produtos enlatados,
Pois, os cuidados margeiam os caminhos do destino
De tamanha profusão que não tem espaço no mundo
E por estes traços marco a minha estrada.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

A Doce Palavra

O que é a queda?
O fracasso de uma atitude
Por não ver correspondido uma intenção.

Sempre será significante o resultado final
Se a pretensão for nobre
No intuito de propagar a mensagem de paz e amor.

Seja para um, seja para milhares,
O que importa é atingir o coração
Com exemplos de dedicação
E cativar todos os olhares
Para dizer que Deus se preocupa e ama
De modo incondicional
Os quebrantados d’alma.

domingo, 3 de dezembro de 2006

A Minha Luta

Não me sinto bem
Sem nada a fazer.
Não vou esperar alguém
Que faça tudo por mim.

Meus pés não me sustentam,
Os membros do meu corpo
Atrofiados pela poliomielite
Criticam incansavelmente a insatisfação da minh’alma.

Não perco a esperança de lutar
Porque a vida é mais do que uma batalha de todos os dias
Acima do homem de eterno conflito
Existe o princípio do fim da matéria que há de vir.

Ninguém sustentará uma bandeira alheia
Se não for capaz de erguer sozinho o mastro
Àquele que ouve a voz da razão.

Não tenho ingratidão
Nem sou louco a ponto de largar a minha fé
Mesmo que muitos me considerem como louco
Prefiro a sensatez de Jesus
A insanidade mental racional humana.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Compromisso

Acordei inspirado para poetizar
Encaixar as letras como pincéis
No espaço branco como uma tela
A deslizar as tintas sobre a superfície do quadro.

Poderia deixar apenas nos pensamentos
As minhas intenções mais íntimas,
Ou com os meus próprios dedos
Escrever na areia palavras
Que se apagariam com o tempo.

Não! Deveras, preciso mais do que isto.
É a pura arte transcendental
De amor fraternal
Adquirida quando se conhece a Cristo.

Diante das mensagens descritas na Bíblia
Entre milhares de letras compostas em harmonia,
Assim são cada poema
Misturadas entre vogais e consoantes
Todos envolvendo numa quimera
Como cores a tracejar as linhas do Espírito.